Terça-feira, Junho 24, 2008

A ordem dos fatores não altera o produto.

Será?
Acho que altera sim. Quer dizer, eu acreditei que não alterasse nada até ouvir que altera, de jeitos significativos e elementares. Pra mim, nunca fez diferença quem falou o que primeiro, contando somente com o que foi dito. Se algo deixou de ser falado, aí sim acredito nas alterações. É tão simples quanto uma equação (friso à todos: nunca fui boa com números, e tampouco com relacionamentos): O resultado final é produto dos fatores que já sofreram alguma operação, né? Se nada sofre alteração não tem produto, não tem resultado, não tem resolução; se nada for dito, nada é ouvido, nada é sentido, nada existe. Alguém sabe me explicar por que o "eu também" não é tão verdadeiro quanto a primeira frase? Não entendo nada nessa vida. Não entendo a matemática, não entendo as pessoas, não entendo a ordem das coisas (e nem queria entender). A única coisa que eu exijo uma explicação (e uma rápida explicação, tô de férias e sem paciência pra explicações longas) é por que cargas d'agua o "eu também" não vale?

MaH • 9:20 PM

Quinta-feira, Junho 19, 2008

é incrível como mulher é idiota.

ela pode estar cansada, com uma pilha de coisa pra fazer, com as unhas malcuidadas e a raiz do cabelo crescida, ela pode estar brigada até com a depiladora e com o tiozinho da banquinha de jornal, ela pode não ter um tostão no bolso... mas se ela ouve as 3 palavras mágicas, tudo isso muda e se torna agradável, feliz, harmonioso e extasiante. ela esquece do cansaço e deixa tudo pra fazer amanhã, se sente a mulher mais linda do mundo e a melhor resolvida, gasta como se tivesse fortunas - só por causa das três palavras.
cada uma delas tem frases e sentenças específicas que desencadeiam esse comportamento... só não compartilho aqui a chave da minha felicidade porque a ausência da fonética dela me torna deprimida.

qual é a idiotice que te torna feliz?

MaH • 11:15 PM

Quinta-feira, Junho 12, 2008

Odeio o dia dos namorados.

Afinal, se não serve pra vender cartões, chocolates e ursinhos de pelúcia, serve pra quê? Pra deprimir quem tá sozinho? Pra mostrar como o ser humano é fraco e vazio e precisa ser completo com a essência de outra pessoa? Ou serve simplesmente para vender cartões, chocolates e ursinhos de pelúcia?
Eu fico com a primeira (e a última) versão. É meio triste lembrar que você não tem ninguém pra abraçar e trocar um presente, e acredito que sabe-Deus-lá-quem que inventou essa data não teria a intenção de algo tão torpe quanto criar uma data só pra deixar as outras pessoas tristes, assim como creio que a auto-suficiência emocional é um negócio lindo e que todo mundo devia tentar.
Eu até bolei uma teoria, uma vez, sobre como surgiu o dia dos namorados. Obviamente, deixei pra lá, porque nem pra checar na wikipédia pra ver se era parecida com a versão verdadeira.
Mas essa data, bem, eu acredito que seja um bom motivo pra vender as coisas. Ou então, é só patética.

MaH • 5:46 PM

Segunda-feira, Junho 02, 2008

desligamento

É necessário, sempre é, desligar-se das coisas. Quando digo "desligar-se" não me refiro à uma letargia apática, mas sim à uma breve mudança referencial da visão cotidiana. Às vezes, a indiferença acaba sendo o melhor remédio para questões urgentes e que carecem de muita atenção (ou situações que necessitam tempo e paciência), e o desligamento é a melhor maneira de ter uma vida mais leve. Morando 17 anos na cidade de São Paulo, já é rotina diária o desligamento. Nem que ele seja momentâneo, minha sanidade é mantida pelo pouco tempo em que olho as coisas de forma alheia, como se não me importasse.

E agora que eu preciso me desligar, não consigo deixar de pensar em nada, nenhum segundo, nenhuma palavra. Acho que, pra esfriar a cabeça, só com o frio do começo de junho...

MaH • 10:59 PM

Sábado, Maio 31, 2008

É tão difícil agora... Ter essa sensação de nadar nadar pra morrer na praia. Eu sempre tive facilidade pra desistir das coisas quando elas começam a ficar complicadas demais, sempre fui uma pessoa que optou pelo caminho fácil... Sempre fui alguém que muda de idéia e opinião com facilidade só pra não correr o risco de ter que lutar por alguma coisa. E de um tempo pra cá, eu mudei... Não sei como, mas mudei. Quem sabe se foi o tempo que me deixou mais madura, ou se foi a vida que me mostrou que quem desiste nada têm... Eu sei que mudei, e não posso dizer que essa mudança tá fazendo muito bem.
Quando a gente luta por alguma coisa que quer de dentro do coração, é muito difícil conseguir largar mão depois. Agora que eu lutei, lutei tanto... Tenho vontade de dar as costas e simplesmente desistir. Como já diria Lulu Santos, "o que eu ganho ou o que eu perco, ninguém precisa saber" e por ser uma pessoa volúvel, nunca sofri muito em abandonar as coisas.
Eu to com a sensação de que nadei muito... pra chegar numa praia linda, com um monte de coisa boa... E cheguei numa ilha seca rodeada por corais.


MaH • 5:11 PM